SAD FOI CONSTITUÍDA HÁ CINCO ANOS

A 25 de Junho de 2013 foi constituída a Sporting Clube Olhanense Futebol SAD, que o clube anunciou em COMUNICADO no dia seguinte como «participada por uma sociedade portuguesa detida por um grupo de investidores estrangeiros que detêm 80% da SAD, sendo que os restantes 20% pertencem ao clube».

No mesmo texto podia ler-se que os «investidores estrangeiros confiam na capacidade organizativa, técnica, na experiência e na competência de Igor Campedelli e Miguel Pinho para gerirem e desenvolverem o projecto juntamente com Aldo Pecini e Massimo Michelis, também estes no conselho de administração da SAD, além de Isidoro Sousa, na qualidade de administrador indicado pelo Clube».

De lá para cá os resultados são sobejamente conhecidos: a equipa estava no escalão principal do futebol português e foi por duas vezes despromovida nestes cinco anos, tendo falhado na época passada o regresso aos campeonatos profissionais.

Na primeira época (2013/14), sob a presidência de Isidoro Sousa, mas com Igor Campedelli como o verdadeiro homem forte da administração, o Olhanense (que teve três técnicos durante o campeonato) ficou na última posição do e desceu ao segundo escalão, sob o comando de Giuseppe Galderisi.

Em 2014/15 a formação rubro-negra assumiu-se como candidato à subida, mas a meio da época encontrava-se a lutar para não descer e, em Janeiro NICOLA PECINI foi anunciado como substituto de Campedelli (que foi depois delegado da Liga e agora é agente de jogadores). No mês seguinte a SAD anunciou um novo treinador, igualando o número da época anterior (curiosamente também os dois primeiros foram portugueses e o terceiro italiano), mas desta feita feita a manutenção foi alcançada, com Cristiano Bacci no leme (ficámos no 16.º lugar numa prova com 24 equipas).

A temporada 2015/16 foi a mais estável deste período de meia década com administração estrangeira, ao que não será estranho o facto de ter sido o único ano em que se manteve o treinador da campanha anterior durante toda a época. Bacci conseguiu um sétimo lugar, apesar de ter perdido grande parte dos jogadores da equipa base.

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Em Março de 2016 LUIGI AGNOLIN anunciou a compra da parte das acções das famílias Pecini e Campedelli (80%, continuando Massimo Michelis a manter a sua quota de 20%). Isidoro Sousa deixou de ser o presidente, e a esposa de Agnolin passou a vice-presidente.

Apesar das mudanças na administração, em 2016/17 Bacci continuou no comando técnico mas voltou a perder grande parte dos titulares e o resultado foram doze jornadas catastróficas, com onze derrotas e um empate e… nenhuma vitória.

Seguiram-se mais dois treinadores, Bruno Baltasar e Bruno Saraiva, mas nenhum dos dois conseguiu alterar o rumo dos acontecimentos, concretizando-se nova descida. Curiosamente Luigi Agnolin já tinha trabalhado em Olhão, chegou a meio da época 2013/14, par ao cargo de Director Geral, e o resultado também foi uma despromoção.

Na temporada passada a formação rubro-negra, que desta feita teve apenas dois técnicos durante toda a prova, assumiu-se como candidato aos lugares de subida mas não conseguiu o objectivo, classificando-se no terceiro lugar da Serie E.

Em suma, em cinco anos a SAD rubro-negra apenas conseguiu o objectivo desportivo num desses anos. Em termos financeiros não é totalmente conhecida a realidade, mas sabe-se que a SAD pediu um Processo Especial de Revitalização (PER) no início de 2016, e as saídas de activos como Ricardo Ferreira, Diakhité, Femi Balogun, Diego Gonçalves, Bazzoffia, José Coelho, Murilo, Daniel Giraldo, Aldair ou Jorman Aguilar nunca foram quantificadas publicamente.

O único negócio cujos números foram públicos foi o de Lucas Souza, que acabou por ser negativo para a SAD, dado que o Parma, clube de destino, declarou falência e a dívida não foi sequer RECONHECIDA. O nome do nosso clube passou a ser bastante falado em Itália, e nestes cinco anos recebemos atletas por empréstimo de vários emblemas transalpinos, alguns deles de nomeada, como Roma, Inter, Milan, Genoa ou Sampdoria. Dos vários lotes ao longo deste périplo destacam-se hoje nomes como Vid Belec, Sampirisi, Mario Santana, Said, Daniel Bessa ou Pelé.

Em 2015 foi ainda muito comentada a possibilidade do Olhanense passar a funcionar como “satélite” da SAMPDORIA, algo que nunca terá sido concretizado, apesar de termos recebido por empréstimo atletas como Andres Ponce, Sori Mané ou Stanley Amuzie. Contudo, após a sua saída de Olhão em 2017, Cristiano Bacci concedeu uma ENTREVISTA a um site italiano em que afirmou ter chegado a Portugal através da parceria da SAD rubro-negra com o referido emblema de Génova, tendo em vista utilizar a nossa equipa como rampa de lançamento para jovens futebolistas contratados fora da União Europeia.

No verão de 2015 a SAD rubro-negra teve ainda um negócio com a Sampdoria envolvendo um atleta de nome MATIAS RODRIGUEZ, que não chegou sequer a passar pelo José Arcanjo, apesar de ter sido inscrito na FPF como nosso jogador. O argentino, que chegou a ser chamado à selecção principal por Alejandro Sabella, passou dos brasileiros do Grémio para os chilenos do Universidad do Chile com “escala” em Olhão.

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