SAD FUNCIONARÁ COMO SATÉLITE DA SAMPDORIA?

Massimo Ferrero, o dono da Sampdoria (FOTO: IL SECOLO XIX)

Massimo Ferrero, o dono da Sampdoria (FOTO: IL SECOLO XIX)

Já eram conhecidas declarações do eventual futuro novo técnico, Cristiano Bacci, que causaram alguma estranheza entre os nossos adeptos, pois referia que o clube de Génova «controlava» a SAD rubro-negra. Possivelmente as palavras de Bacci poderiam estar transcritas ou traduzidas de forma incorrecta, pois o facto de Riccardo Pecini trabalhar na Sampdoria e ele (ou os seus familiares) serem accionistas da SAD rubro-negra poderiam ser coisas diferentes… mas afinal parece que é mesmo assim.

Até à data o problema tem sido a falta de interesse dos (actuais) accionistas italianos em explicar este e outro tipo de assuntos de forma clara à imprensa portuguesa ou aos associados do clube. Caso se concretize esta “mudança” de accionistas esperemos que esse tipo de estratégia de comunicação também se altere.

Quando a SAD foi formada, há ano e meio, apresentaram-se como propriedade de três grupos de accionistas além do clube (que detém 20%), cujos representantes máximos ou caras conhecidas seriam Igor Campedelli (ex-dono do Cesena), Massimo Michelis (presidente e fundador da Caap Afrika) e Aldo Pecini. Os dois primeiros estiveram bastante presentes na vida do Olhanense na época passada, mas sobre a actividade ou presença real do terceiro nome no José Arcanjo pouco se soube até final do ano civil que agora findou.

Sabe-se que Aldo Pecini é um dos observadores de maior prestígio em Itália, que trabalhou com vários emblemas italianos e até com o Manchester City e o Zenith de São Petersburgo. Nunca se soube ao certo em Olhão foi se era realmente ele o accionista da SAD ou seria um dos filhos ou se seria a própria família ou uma empresa pertencente à família.

Riccardo Pecini no regresso à Sampdoria (FOTO: IL SECOLO XIX)

Riccardo Pecini no regresso à Sampdoria (FOTO: IL SECOLO XIX)

Escreveu-se depois, a certa altura, que afinal o accionista com o mesmo apelido seria o seu filho Nicola Pecini, que é agente FIFA, o mesmo que no início deste ano assumiu a gestão do futebol na sequência da demissão de Campedelli, segundo COMUNICADO de 6 de Janeiro.

Passou-se exactamente um mês e pouco se sabe de Nicola Pecini, nem apareceu em qualquer jornal português, e na Assembleia Geral de há três dias atrás até foi o demissionário Igor Campedelli que esteve presente em representação da SAD.

Logo no dia seguinte surgiram notícias vindas de Itália que o irmão de Nicola Pecini, Riccardo Pecini (ex-director do Mónaco e agora a trabalhar na Sampdoria) é que terá escolhido e contactado um novo treinador. Ainda na sequência disto tudo surgem hoje novas notícias na imprensa italiana, no jornal IL SECOLO XIX, que o Olhanense será equipa-satélite da Sampdoria, que optou pelo nosso país em detrimento de um clube eslovaco e outro croata, devido a «tributação fiscal mais vantajosa» e a possibilidade de registar um número maior de jogadores extra-comunitários. A aproximação da “Samp” a Olhão foi notória na última janela de transferências, com a cedência de dois atletas, Andrés Ponce e Martin Simões, e no artigo pode ler-se que Igor Campedelli está a tratar da venda do capital maioritário que detém (35%).

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