VITÓRIA DE SETÚBAL, 3 – OLHANENSE, 1

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Nos últimos tempos provavelmente uma grande parte dos nossos adeptos já estariam conformados com a mais do que provável descida de divisão. Contudo, a fantástica vitória sobre o FC Porto na jornada anterior e a evolução dos resultados dos nossos adversários directos durante esta última fizeram com que ainda fosse possível sonhar… pelo menos com a disputa de um “play off”, no final de uma das época mais confusas da história da equipa principal do Olhanense, senão mesmo a mais confusa, polémica e conturbada.

O Paços de Ferreira esteve sempre a perder e o Belenenses só marcou o golo da vitória perto do final, o que significou que durante grande parte desta tarde desportiva o Olhanense teve boas probabilidades de não descer directamente (um empate em Setúbal daria direito pelo menos ao “play off”, e uma vitória à manutenção, caso o Belenenses tivesse empatado), mas para isso seria necessário que a nossa equipa tivesse feito a sua tarefa, e tal não aconteceu.

O jogo do Bonfim acabou por ser o espelho da época, com um golo sofrido pouco depois do apito inicial (algo que aconteceu várias vezes ao longo do campeonato), a sensação durante o jogo que havia capacidade para fazer melhor com o valor individual dos jogadores não traduzido para o plano colectivo e, finalmente, a ausência de qualquer tipo de “ajuda” em termos de arbitragem. É verdade que muitos clubes se queixaram a longo da época, mas numa análise fria ninguém se poderá queixar mais em termos de grandes penalidades e de expulsões do que o Olhanense.

É que apesar do golo sofrido no segundo minuto da partida, a formação comandada por Galderisi reagiu bem, e ao quarto de hora já tinha igualado o marcador, quando Dionisi aproveitou uma falha do guardião contrário. De seguida tivemos algumas boas chances para passar para a frente do resultado, com o italiano a atirar a bola ao poste e Ricardo Ferreira a não conseguir finalizar com sucesso quando estava completamente isolado.

Contudo, o pior estava para vir, quando aquele que é considerado por muitos o melhor árbitro português (e supostamente um dos melhores do mundo) não poupou Per Kroldrup a uma expulsão num lance igual a tantos outros. É certo que o dinamarquês viu um justificado primeiro amarelo à passagem da meia hora devido a uma entrada tão violenta quanto desnecessária ainda no meio-campo adversário, mas menos de cinco depois Pedro Proença mostrou-lhe o segundo cartão, e consequente vermelho por acumulação, por um agarrão na disputa de bola perto do grande círculo do meio-campo, que nem sequer foi ostensivo e onde na sequência da jogada interrompida nem sequer se pode considerar que resultaria uma jogada de perigo ou de superioridade numérica.

Muitos apontarão ingenuidade ao experiente defesa central nestes dois lances, mas também é verdade que este “excesso de zelo” do árbitro resultou que a cerca de dez minutos do intervalo o Olhanense passasse a jogar em inferioridade numérica, factor que se manteve até final do jogo.

Na segunda parte o Olhanense pareceu disposto a tentar manter o empate, mas aos 66 minutos surgiu o segundo golo da equipa da casa, num lance em que a nossa defesa (entretanto reforçada com a entrada de Diakhité) foi mais uma vez batida de forma simples, num cruzamento igual a tantos outros. Com as entradas de Mehmeti e de Santana (o reaparecido internacional argentino ainda provocou algum perigo na marcação de um livre) a nossa equipa ganhou algum pendor ofensivo, mas foi pouco esclarecida e, com menos uma unidade, meteu-se a jeito para que, já perto do final do tempo regulamentar, o Vitória fizesse o terceiro golo num contra-ataque.

FICHA DO JOGO:
Estádio do Bonfim, em Setúbal
Árbitro: Pedro Proença (AF Lisboa)

VITÓRIA: Kieszek; Pedro Queirós, Frederico Venâncio, Ozéia e Nélson Pedroso; Dani Soares, Pedro Tiba e João Mário; Ricardo Horta (Paulo Tavares, 71′), Rafael Martins (Betinho, 89′) e Zequinha (Miguel Pedro, 83′).
Treinador: José Couceiro
Suplentes não utilizados: Servín (GR), Marcos Acosta, Ney Santos e Gonçalo Graça

OLHANENSE: Vid Belec; Sampirisi, Ricardo Ferreira, Kroldrup e Jander; Obodo e Lucas Souza; Paulo Sérgio (Diakhité, 56′), Rui Duarte (Santana, 66′) e Femi Balogun (Mehmeti, 80′); Dionisi.
Treinador: Giuseppe Galderisi
Suplentes não utilizados: Ricardo (GR), Luís Filipe, Celestino e Tozé Marreco

Amarelos: Kroldup (29′ e 34′), Lucas Souza (31′), Frederico Venâncio (37′), Ricardo Horta (40′), Nélson Pedroso (56′), Pedro Tiba (70′)
Vermelho: Kroldup (34′) por acumulação

GOLOS:
1-0 por Zequinha (02′)
1-1 por Dionisi (13′)
2-1 por Frederico Venâncio (66′)
3-1 por Rafael Martins (89′)

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