ARQUIVO: O OLHANENSE NA FINAL DA TAÇA DE PORTUGAL

Em ano de centenário e no dia da final do Jamor, não poderíamos deixar de recordar que o Olhanense foi, não só o primeiro emblema algarvio da região a jogar o campeonato da 1.ª Divisão, mas também o primeiro a chegar à final da Taça de Portugal. Aconteceu na temporada 1944/45, um feito conseguido por aquela ainda é hoje considerada a melhor equipa rubro-negra de sempre, a mesma que no ano seguinte conseguiu o brilhante quarto lugar no campeonato, melhor classificação de sempre de um clube algarvio até aos dias de hoje.

O "onze"rubro-negro na final

O “onze”rubro-negro na final

Para chegar ao jogo decisivo a equipa então orientada por Cassiano e José Mendes afastou a CUF, o Vitória de Setúbal e o Atlético. Na final, também frente a uma das melhores equipas de sempre do Sporting, a famosa formação que tinha o ataque constituído pelos “cinco violinos”, perdemos por 1-0, nas Salésias, com um polémico golo de Jesus Correia, a quatro minutos do fim, que os rubro-negros contestaram, alegando que a bola tinha estado fora das quatro linhas. As equipas, na final disputada a 1 de Julho de 1945, alinharam:

Capa da revista “Stadium”

SPORTING: Azevedo; Cardoso e Manuel Marques; Lourenço, Barrosa e Nogueira; Jesus Correia, Armando Ferreira, Veríssimo, Albano e João Cruz;

OLHANENSE: Abraão; Rodrigues e Nunes; João Santos, Grazina e Loulé; Moreira, Joaquim Paulo, Fernando Cabrita, Salvador e Palmeiro;

Fernando Cabrita teve várias oportunidades de marcar nesse jogo, negadas pelo conhecido Azevedo e pela barra da baliza leonina. Rezam as crónicas de imprensa da altura que, depois do jogo, o avançado lacobrigense estava inconsolável, alegando que Jesus Correia já apanhou a bola fora do rectângulo, o que teria levado o guarda-redes José Abraão a manter-se estático na baliza: «Foi um erro do árbitro que deu essa vitória ao Sporting, quando o Olhanense foi a melhor equipa em campo». Mais tarde, recordando essa final, confessaria que fez toda a viagem de comboio para Estremoz, onde cumpria o serviço militar, a chorar perante uma injustiça tão chocante.

Recorde-se ainda que, na presente temporada o Olhanense teve uma boa oportunidade de chegar, pelo menos, à meia-final, mas foi eliminado pela Oliveirense, do segundo escalão. Esse foi mesmo o último jogo de Daúto Faquirá no comando da “nau” rubro-negra.

E ainda no que se refere a antigos treinadores e a finais da Taça, aproveitamos para enviar os parabés a Paulo Sérgio, que se estreou na função no nosso clube, e que ontem fez história no Hearts, ao vencer por 5-1 os rivais citadinos do Hibernians, na final da Taça da Escócia.

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