ÚLTIMA VITÓRIA ENCARNADA FOI EM 1975

Depois de a imprensa de ontem ter recordado a (longínqua) última vitória rubro-negra sobre o Benfica em própria casa, hoje é o derradeiro triunfo encarnado em Olhão, ainda no Padinha (visto que nas duas últimas ocasiões, disputadas já no José Arcanjo, o resultado foi sempre um empate) que é recordado.

O jornal A BOLA, com base no seu próprio arquivo, relembra que a partida disputada a 19 de janeiro de 1975, «na 18.ª jornada da época 1974/75 e terminou com a vitória do Benfica, por 1-0: um golo de Nené, a passe de Vítor Baptista, aos 85 minutos, permitiu aos (então) comandados de Pavic chegaram à liderança do Campeonato, pois, no mesmo dia, o Sporting venceu o FC Porto (2-1) em Alvalade».

O actual técnico do Benfica jogava, então, pelo nosso clube, num jogo que acabou com polémica e incidentes: «Jesus teve atuação positiva: mereceu nota 2 de A BOLA (escala de 0 a 3) num jogo que, reza a crónica, terminou da pior forma: Artur Correia, José Henrique e Vítor Baptista «foram agredidos», tal como um dos auxiliares do árbitro, Raúl Nazaré. Mas o ruço (Artur), em particular, viveu tarde melindrosa: «Sangrava da cabeça, proveniente de contusões e traumatismos.

Foram-lhe arrancados cabelos pela multidão excitada. O autocarro com jogadores do Benfica só partiu do Estádio Padinha para Faro duas horas após o final do jogo, cerca das 19 horas, mas mesmo assim sem Toni nem Vítor Baptista. Estes dois jogadores, mais a equipa de arbitragem, não puderam abandonar as cabinas, por recearem o público excitado. Tiveram de aguardar a presença de forças militares, armadas de metralhadoras, que os fizeram entrar num carro militar». Na edição impressa do mesmo diário desportivo podemos ainda encontrar esta curiosa história de um antigo colega de equipa de Jesus no Olhanense, Carlos Manuel, mais conhecido como “Cheira”:

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