O REENCONTRO DE JESUS E SÉRGIO CONCEIÇÃO

Jorge Jesus estreou-se na 1.ª Divisão, como jogador, no Olhanense, emprestado pelo Sporting, na sua segunda temporada como sénior, depois de ter jogado no Peniche. Isso aconteceu na época 1974/75, em que o Olhanense seria despromovido, mas que “matou” o famoso “borrego” por finalmente ter vencido o Sporting, em Faro, em Setembro de 1974.

Sérgio Conceição nasceu dois meses depois dessa histórica partida para o nosso clube. Como jogador, estreou-se ao serviço do Felgueiras na 1.ª Divisão, emprestado pelo FC Porto, na sua terceira época de como sénior, depois de ter rodado em Penafiel e Leça da Palmeira.

O que há em comum entre estes dois homens, além de que as duas equipas referidas nessas temporadas estarem recheadas de bons valores mas terem sido despromovidas, apesar de terem realizado ambas bons inícios de campeonato? É que a estreia de Jesus, como treinador, no escalão principal também foi em Felgueiras, em 1995/96 (na primeira e única participação do clube nortenho no campeonato maior), e o então jovem Sérgio Conceição era seu pupilo.

Este reencontro está hoje em destaque em vários jornais, desportivos e não só. O “Record” e “A Bola” chamam-lhe o duelo entre «Mestre e Pupilo», e podem mesmo ler-se declarações de Jorge Jesus vaticinando que «Sérgio Conceição vai dar treinador».

O JOGO conta que «quando esta noite se jogar o Olhanense-Benfica, haverá uma cidade nortenha a sorrir com as memórias dos tempos em que Sérgio Conceição e Jorge Jesus, hoje treinadores adversários, estiveram juntos no Felgueiras – e, juntos, ganharam uma descida de divisão no currículo. Em 1995/96, Jesus era um treinador estreante no primeiro escalão, tal como o clube que ali conduzira. Quando lhe foi sugerido Conceição, nem hesitou: claro que gostaria de contar com o puto do FC Porto que na época anterior rodara no Leça». No artigo, o presidente do Felgueiras na altura, Sidónio Ribeiro, recorda esses tempos para o diário desportivo.

O iONLINE recorda também estes tempos, e o bom futebol da equipa orientada por Jesus, que num programa televisivo diz inspirar-se no 4-3-3 do Barcelona de Johan Cruijff, e vangloria-se de «jogar sempre da mesma maneira, independentemente do adversário». Sérgio recorda um jogo em Leiria: «Estava a jogar no lado direito e fui queixar-me ao treinador que tinha dois adversários para marcar no meu flanco. Pelo meio, dei um pontapé numa garrafa de água. No balneário, travámos um aceso duelo verbal e, durante a semana seguinte, fui treinar com os juniores».

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