OLHANENSE, 0 – PAÇOS DE FERREIRA, 0

Toy esteve muito activo, mas pouco consequente (FOTO: Larry Bawden)

Mais um jogo sem ganhar e sem marcar, onde desta vez pelo menos conseguimos ganhar um ponto. Nos tempos que correm, e dadas últimas prestações, quem sabe se não será precioso nas contas finais…

Com o presidente reeleito no banco de suplentes e alguns regressos de última hora inesperados de jogadores que têm estado lesionados (a instalação sonora anunciou que Anselmo seria titular e Maurício nem estava no banco, mas o veterano acabou por surgir no onze inicial, relegando Carvajal para fora dos 18), a equipa entrou bem no jogo, e nos primeiros quarenta e cinco minutos poderia mesmo ter chegado à vantagem, como oportunidades de Carlos Fernandes, Rui Duarte e um cabeceamento de Dady proporcionou a Cássio uma grande defesa.

Mais tarde, o guardião pacense voltou a negar o golo ao internacional caboverdeano, se bem que numa jogada em que todos ficaram com a sensação que ficou uma grande penalidade por marcar. Foi o início de um conjunto de decisões do árbitro que levou os nossos adeptos a revoltarem-se, Hugo Miguel permitiu muita agressividade e deixou passar em claro muitas jogadas de falta, mantendo um critério bastante criticável, que já nem se usa nem no futebol inglês…

Aliás, num jogo disputado rijamente, os dois únicos cartões mostrados pelo juíz foram por reclamações… um amarelo a um atleta do Paços que reclamou ter sofrido falta, ainda na primeira parte, e um vermelho a Maurício por protestar pela proximidade da barreira na marcação de um livre, já bem perto do final, motivando ainda mais revolta dos associados rubro-negros.

A arbitragem foi bastante contestada pelos nossos adeptos (FOTO: Miguel Romana)

Na etapa complementar, quando se esperava que a formação rubro-negra apostasse tudo na conquista dos três pontos, tal não aconteceu e, dadas as saídas do único avançado (Dady, sempre muito perigoso, rubricando provavelmente a melhor actuação com a nossa camisola até à data) e do médio transportador de jogo (Rui Duarte), a equipa baixou de produção, com as iniciativas atacantes a restringirem-se a jogadas individuais dos extremos Toy e Ismaily (e depois do nitidamente condicionado Jorge Gonçalves), facilmente anuladas pela defesa forasteira.

Nos segundos quarenta e cinco minutos acabaram por ser mesmo os “castores” a trocar melhor a bola e a aparecerem mais vezes em situações de perigo, mas Bruno Veríssimo, mais uma vez, correspondeu em grande plano, evitando várias vezes o golo adversário.

FICHA DO JOGO:
Estádio José Arcanjo, em Olhão
Árbitro: Hugo Miguel (AF Lisboa)
Assistência: 1.871 espectadores

OLHANENSE: Bruno Veríssimo; João Gonçalves, Maurício, Mexer e Carlos Fernandes (Jorge Gonçalves, 77′); Fernando Alexandre e Nuno Piloto; Toy, Rui Duarte (Cadu, 54′) e Ismaily; Dady (Djalmir, 62′);
Treinador: Daúto Faquirá
Suplentes não utilizados: Jan Oblak (Gr), Anselmo, Delson e Suárez
Vermelho: Maurício (90′)

PAÇOS DE FERREIRA: Cássio; Baiano, Ozeia, Javier Cohene e Maykon; Filipe Anunciação, Leonel Olímpio, Manuel José e David Simão (André Leão, 71′); Caetano (Pizzi, 64′) e Mário Rondon (Nelson Oliveira, 78′);
Treinador: Rui Vitória
Suplentes não utilizados: Coelho (GR), Bura, Nuno Santos e Amond
Amarelo: Caetano (60′)

CRÓNICAS DE IMPRENSA:
Correio da Manhã: «Divisão de pontos em jogo sofrível»
Mais Futebol: «Até o domínio foi repartido… em partes iguais»
O Jogo: «Um zero redondo»
Relvado: «Olhanense e Paços Ferreira anulam-se»
Rádio Renascença: «Nulo dominante»
Região Sul: «Olhanense empata e ainda mantém fantasma da descida por perto»
Record: «Quem os viu nem crê no que agora vê»

VÍDEO:
Resumo dos principais lances da partida
(que não mostra o lance da grande penalidade sobre Dady)

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